domingo, 22 de julho de 2012

Compartilhar sensações com o público

A idéia de compartilhar a sensação da água com o público me interessa muito. No solo Vozes do Outono tive um cuidado de colocar o publico próximo do ambiente cênico repleto de confete de carnaval. Depois da apresentação, foi gostoso ver o público interagir e se divertir com os 32 kg de confetes espalhados pelo chão.

29/10/2011: Marcio Baraco (retirado do texto A PLATEIA E O PALCO): Vozes do Outono tem como palco um espaço coberto de confetes. E a plateia está sentada em cadeiras circundando esse espaço, e o confete vai até o pé dessa cadeira, e para chegar até essa cadeira você tem que pisar o confete e a sensação é a de pisar num palco, esse arriscado de pisar num palco, mas acho sutil, e durante a apresentação voa um pouco de confete nas pessoas, e depois da apresentação várias pessoas se jogaram no confete e acabou acontecendo uma certa guerra de confetes e acho que todos nós que estávamos ali naquele dia vamos passar um tempo achando confetes nas roupas, e no meio daquela bagunça me perguntei se aquelas pessoas estavam no palco ou fora dele, e onde quer que elas estavam não era com desconforto, era com uma brincadeira que, acho, está bem perto dessa abertura para a vida que é (uma das) parte da arte.

Neste aspecto gosto muito do trabalho do artista Olafur Eliasson que recria o arco-íris dentro no museu:

Outro exemplo interativo com superfície de água:

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